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Archive for the ‘Saúde também é moda’ Category

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Resolvi inaugurar essa categoria chamada “saúde” no blog e começarei por uma doença que me interessei muito nesses últimos dias.

Antes de falar seu nome, falarei o que me levou a pesquisar sobre isso.

Todos os dias, quando volto para casa depois de um dia de trabalho, passo por dentro de um shopping para pegar o ônibus. Todos os dias olhava as vitrines só por olhar e me imaginava em vários looks usando cada peça que eu observava. Conversando com uma amiga, fui descobrindo sobre as liquidações de inverno e verão, que eu acreditava serem mentirosas, fui comprovar a idéia e, quando percebi, todos os dias, na hora do almoço, eu saia para ver sempre as mesmas lojas e as novidades. Pelo menos 1 ou 2 vezes na semana chegava com roupa em casa.

Esse hábito foi crescendo e crescendo, até que quando abri os olhos, no 5° dia do mês meu salário estava no fim e a conta do meu cartão de crédito se descontrolou. Conclusão: resolvi parar de comprar.

Essa decisão me fez ver algo que eu não sabia que eu tinha até então, no momento em que decidi parar de gastar, senti ansiedade e, para me acalmar, comecei a comprar pequenas coisas, com isso, meu dinheiro ia diminuindo cada vez mais. Recomecei a parar e sofri com ansiedade e desespero de gastar, meu humor ficava péssimo, não conversava com ninguém, minhas conversas, percebi depois, eram sobre compras em sua maioria.

Fiquei apavorada como eu tinha gastado tanto, meu armário já estava lotado e eu ainda queria muito mais roupas, sapatos, bijuterias…

Um dia passei pelo shopping atrás de uma tornozeleira e sai de lá com um par de brincos, uma pulseira, dois cordões e um casaquinho, totalizando R$170,00 em menos de três horas.

A cada compra eu sentia uma sensação de prazer e depois que passava o cartão de débito vinha a culpa, a vergonha, me sentia um lixo, mas não podia mais devolver o produto.

Resolvi conversar com familiares e amigos e todos riam não entendendo o quanto eu estava sofrendo, tentei explicar mais uma vez, em vão. Procurei conversar com meu namorado, que no início não entendeu, mas depois me ofereceu apoio e isso me aliviou bastante. Depois disso, passei dois dias sem gastar. No 3° dia, quando me dei conta, havia pego dinheiro da minha poupança e gastado comprando um sapato de 90,00 (meu salário não éalto)…me arrependi na hora, senti vergonha e sentimento de fraqueza, o peso da sacola na minha mão era maior que o normal e acabei jogando a sacola fora e escondendo o sapato na mochila, até agora ninguém sabe que comprei aquele sapato.

Depois desse dia decidi ser mais forte, peguei meu dinheiro e fui para a casa do meu namorado, gastei o estritamente necessário, pois sabia que se eu gastasse minha poupança, muitos meses de esforços seriam perdidos e isso seria um desrespeito a mim mesma.

É difícil assumir isso, mas esse é o passo mais importante, estou bolando alguns planos para superar isso. Vejo que ainda não adquiri essa doença, mas estou a um passo dela e quero resolver o quanto antes, pois depois será muito mais difícil.

O nome da doença? É oneomania.

O que é oneomania?

Oneomania é um transtorno psiquiátrico marcado pela vontade sem controle de comprar.

A pessoa compra por impulso, sem estar precisando daquele produto, para compensar angústia e diminuir o desconforto físico e psicológico. Logo após a compra ela sempre se arrepende.

Normalmente essas pessoas são viciadas em consumo descontrolado e estão sempre devendo.

Mais sobre a oneomania

Estima-se que entre 2% e 8% da população mundial sofra desse mal, que coloca em risco não só a conta bancária mas também a estabilidade familiar. Quatro em cada cinco viciados em compras – ou shopaholics, como se convencionou chamá-los nos Estados Unidos e aqui – são mulheres.

Assim como o álcool, a nicotina e a cocaína, o ato de comprar dá prazer e, por isso, pode viciar. Silvia (ver “Casos reais) faz terapia há doze anos e toma antidepressivos para controlar o consumo compulsivo. Como outros shopaholics, ela compra muito, mas nunca se sente saciada. O que excita é o ato de comprar, e não o objeto comprado. “A pessoa tem vontade de adquirir, não de possuir. Compra para aliviar a ansiedade”, afirma a psiquiatra Kátia Oddone Del Porto, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Muitas vezes, basta sair da loja para se sentir arrependida e culpada.” Outra característica típica do consumidor compulsivo é comprar sempre um determinado tipo de objeto, mesmo sem ter a idéia de colecionar. Em alguns casos, o doente até esquece que andou comprando freneticamente, como um alcoólatra que, na ressaca, não se lembra do que fez no dia anterior. Rosana Salvoni, gerente de uma loja Rosa Chá, conta que, há dois anos, uma cliente adquiriu seis biquínis de uma vez. Pagou mais de 2 000 reais e pediu que a vendedora guardasse a sacola enquanto ia cortar o cabelo – e nunca mais apareceu no estabelecimento. “Sua sacola está até hoje guardada”, diz a gerente. Esquecer ou esconder a compra é um mecanismo recorrente usado pelos compulsivos para não encarar o problema.

A pessoa que não consegue se controlar dentro de uma loja, em geral, tem outros problemas psicológicos, como ansiedade e pouca auto-estima. Entre 60% e 70% das mulheres com compulsão por compras apresentam sintomas depressivos.

Quais os sintomas?
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Aqui estão os 10 sinais de consumo compulsivo, logo mais abaixo há um teste para saber se você tem ou não oneomania.

  • Quando está triste ou frustrado sempre busca comprar algo.
  • Tem preocupação excessiva em comprar.
  • Acaba sempre gastando mais dinheiro e mais tempo do que o planejado.
  • Tem problemas familiares e desgaste em suas relações sociais por conta dos gastos excessivos.
  • Tem dívidas que superam o valor que pode pagar.
  • Sempre está procurando maneiras de conseguir dinheiro para cobrir o rombo da conta bancária.
  • Compra itens desnecessários ou em quantidades exageradas.
  • Sempre se arrepende logo após as compras e sente-se frustrado com isto.
  • Toma empréstimo para cobrir os gastos.
  • Mente, omite e esconde as compras excessivas e também as dívidas.

Você é uma oneomaníaca?

Confira abaixo o questionário dos Devedores Anônimos  (D.A.):

  • Suas dívidas fazem com que sua vida caseira seja infeliz?
  • Você acaba distraído de suas atividades diárias devido às suas dívidas?
  • Suas dívidas estão afetando sua reputação?
  • Você tem baixa auto-estima por causa das dívidas?
  • Alguma vez você deu informações falsas para obter crédito?
  • Alguma vez você fez promessas que sabia não iria cumprir para seus credores?
  • A pressão de estar endividado faz com que você seja negligente com relação ao bem estar da sua família?
  • Você tem medo que seu empregador, família ou amigos saibam do grau do seu endividamento?
  • Diante de uma dificuldade financeira a possibilidade de levantar financiamento lhe traz um sentimento de alívio?
  • Você tem dificuldades para dormir devido às dívidas?
  • Você já pensou em se embebedar para se esquecer das dívidas?
  • Você já pediu dinheiro emprestado sem levar em consideração os juros cobrados?
  • Em geral você espera uma resposta negativa quando faz um pedido de financiamento?
  • Alguma vez você desenvolveu um plano de quitação de dívidas, mas o abandonou no primeiro sinal de dificuldade?
  • Você justifica suas dívidas pensando que é melhor que os outros e pode sair desta situação assim que a situação melhorar um pouco?

Como foi sua pontuação? Se respondeu a menos do que oito perguntas “sim”, mas compromete mais do que 45% do seu orçamento mensal com o pagamento de prestações, então você pode não ser compulsivo, mas, sem dúvida, precisa rever urgentemente seus hábitos financeiros.
Porém, se respondeu mais do que oito perguntas “sim” sua situação é preocupante, mas não necessariamente significa que você seja compulsivo. No mínimo indica que precisa urgentemente rever seus hábitos de gestão de dinheiro.
Pontuações acima de 11 são preocupantes e sugerem que você precisa buscar ajuda. O reconhecimento de que tem um problema pode ser o primeiro passo para a saída do vermelho. Mas é preciso cuidado, como toda compulsão você pode ter uma recaída.

Casos reais

– A dona-de-casa Silvia Bonfiglioli, de 42 anos, tem mais de 130 pares de sapatos – contando só os italianos – e gavetas e gavetas repletas de produtos de maquiagem. Não satisfeita, vai ao shopping center mais sofisticado de São Paulo todos os dias e nunca sai de lá sem uma sacola na mão, geralmente com sapato e maquiagem dentro. É conhecida na área como “A rainha do Iguatemi”. “Lá é minha segunda casa”, afirma. Há pouco tempo, o marido cancelou seus cartões de crédito e talões de cheques. Mas ela se vira. “Tenho crédito na maioria das lojas. Não volto para casa sem uma comprinha”, conta Silvia. (http://veja.abril.com.br/especiais/mulher_2006/p_060.html)

– A decoradora Lygia Camargo, 26 anos, é incapaz de sair para comprar qualquer coisa e não voltar com várias sacolas. Ela esconde do namorado suas aquisições, tem mania de trocar o que compra e comete excessos como levar duas bolsas Louis Vuitton de uma só vez. “Sinto vergonha de sair da loja sem uma sacola e nunca pergunto o preço”, conta. “Já até pensei em procurar terapia, mas acaba faltando tempo”, diz a moça, que muitas vezes chega atrasada a compromissos porque fica olhando vitrines ou comprando. “Nesses casos digo sempre que me atrasei no médico.” (http://veja.abril.com.br/especiais/mulher_2006/p_060.html)

– A vendedora paulista Isis de Almeida, 22, identifica rapidamente uma compradora compulsiva e sabe o que fazer para fisgar o cartão de crédito. “Eu já fui compulsiva, já gastei 10 000 reais num dia e precisei pegar empréstimo no banco para pagar os juros do cartão. Hoje não gasto mais do que posso pagar e falo para as minhas clientes o que eu adorava ouvir quando eu era a cliente”, diz. (http://veja.abril.com.br/especiais/mulher_2006/p_060.html)

A publicitária Maria Alice é capaz de comprar pares e pares de sapatos e bolsas, sem necessidade. Em sua estante também não há mais espaço para os livros que adquiriu recentemente e nunca foram lidos. (http://www.odetereis.com.br/oneomania-a-doenca-da-divida/)

O engenheiro Flávio chegou adquirir seis televisores, além de mais uma geladeira para acondicionar tudo que trazia dos supermercados. (http://www.odetereis.com.br/oneomania-a-doenca-da-divida/)

– No armário do bancário Fernando há 16 ternos, praticamente iguais. Nos últimos seis meses ele já comprou 5 celulares. Para quitar suas dívidas em excesso ele usa o limite do cheque especial e já tomou dinheiro emprestado. (http://www.odetereis.com.br/oneomania-a-doenca-da-divida/)

Tem cura?

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Sim, mas não se iluda com as soluções fáceis, pois em geral elas só servem para piorar ainda mais a sua situação. Trocar várias dívidas por uma única junto com financeira a juros exorbitantes não é a saída, assim como renegociar já sabendo que não terá como arcar com os novos termos também.
Em casos de compulsão é preciso enfrentar a situação de frente, por mais difícil que seja o caminho, ele certamente será recompensado com o aumento da sua auto-estima, sem falar é claro, no tão sonhado equilíbrio financeiro.


Como superar a oneomania

Para quem acredita que seja necessário buscar apoio, existe um grupo , nos moldes do AA, que ajuda muito as pessoas com esta compulsão: os Devedores Anônimos.( http://devedoresanonimos-rio.org)

O fundamento do grupo é o mesmo dos Alcoólicos Anônimos. Estabelecendo passos para vencer o vício. O primeiro deles é admitir ter compulsão para consumo. O ritual é o mesmo do AA, apenas trocando o termo “álcool” por “endividamento compulsivo”. Com o compartilhamento de experiências e apoio mútuo do grupo, aprende-se maneiras de se controlar.

Segue abaixo o endereços dos encontros e o site dos Devedores Anônimos:

Rio de Janeiro:

Centro : Rua México 90/9º andar –
Sábados
Das 9.00 as 10.00 horas Estudo de passos.
Das 10h15 as 12h00 Reunião de Partilhas

Flamengo: Rua Senador Vergueiro,141- Igreja Santissima Trindade
Quartas das 19h00as 21h00

Barra da Tijuca: em formação

Site: http://devedoresanonimos-rio.org/

São Paulo:

Grupo Santa Ifigênia:
Local: Paróquia Sana Ifigênia
Endereço: Rua Santa Ifigênia, 30
Bairro: Centro – Cidade: São Paulo – Estado: SP
Dia da semana: Sábado – Horário: 16:00 às 18:00

Grupo Jardins:
Local: Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Endereço: Rua Sampaio Vidal, 1055
Bairro: Jardins – Cidade: São Paulo – Estado: SP
Dia da semana: Quinta-Feira – Horário: 18:30 às 20:30

Site: http://www.devedoresanonimos-sp.com.br/site/

Ceará:

Grupo Benfica
Local: Associação dos Ex-combatentes
Endereço: Rua dos Pracinhas, 951
Bairro: Benfica – Cidade: Fortaleza – Estado: CE
Dia da semana: Quinta-Feira – Horário: 19:00 às 21:00
Fone: 85-3223-5456 ou 85-8805-5216
E-mail: devedoresfortaleza@yahoo.com.br

Site: http://www.devedoresanonimos-sp.com.br/site/

 

Paraná:

Grupo Centro de Londrina
Local: Catedral Metropolitana de Londrina-PR
Endereço: Travessa Pe. Eugênio Herter, 33
Bairro: Centro – Cidade: Londrina – Estado: PR
Dia da semana: Segunda-Feira – Horário: 19:00 às 20:30
Fone: 43 3324-5255
E-mail: devedores@pop.com.br

Site: http://www.devedoresanonimos-sp.com.br/site/

 

Última palavra

Para quem quer tentar dar o primeiro passo, eis uma planilha para download, anote todos os seus gastos, veja o que é realmente necessário e pesquise vários sites sobre economia doméstica. Força! Pois eu também terei!!

Baixe sua planilha

 

Boa sorte!!!! Bjs!!!

 

Fontes:  Odete ReisRevista Veja, Mulher de classe, BMF Bovespa, Devedores anônimos SP, Devedores Anônimos Rio

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